sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Serve sorrindo


Derrama o coração pelo caminho
Tange a lira do bem que te procura
A mensagem da paz, canta baixinho
Onde brilhe a bondade doce e pura.
Oferta um ramo de flor a cada espinho
Por mais te doa a mágoa que tortura.
Para quem chora, a benção de carinho
É como estrela para a noite escura.
Bendize a própria dor em que te exprimes!
Serve sorrindo, embora de alma presa
Ao turbilhão das lágrimas sublimes.
Verás que em tudo se descerra
O amor de Deus na glória da beleza,
Que em cascatas de luz envolve a Terra!

Auta de Souza - Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

JESUS E O CENTURIÃO

"Faço esta postagem com intuito de trazer aos leitores, uma linda e marcante passagem evangélica, com profundos ensinamentos. Trata-se de Cornélius, o Centurião que viu e esteve com Jesus."  Magali

Jesus e o Centurião
Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião e rogou-lhe: Senhor, o meu criado az em casa paralítico, padecendo horrivelmente. Disse-lhe: eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas dize somente uma palavra e o meu criado há de sarar. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade e tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: vai ali, e ele vai; a outro: vem cá, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Jesus ouvindo isto admirou-se e disse aos que o acompanhavam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé. E digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente, e hão de sentar-se com Abraão, Isaac e Jacó no Reino dos Céus; mas os filhos deste reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. Então disse Jesus ao centurião: Vai-te, e como crêste, assim te seja feito. E naquela mesma hora sarou o criado."
(Mateus, VIII, 5-13.)

Desigualdade das Riquezas


Tema de estudo do ESDE II, para o dia 06/08/12

A desigualdade das riquezas é um dos problemas que em vão se procuram resolver, quando se considera apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é a seguinte. Por que todos os homens não são igualmente ricos? Por uma razão muito simples: é que não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. Aliás, é uma questão matematicamente demonstrada que, supondo-se feita essa repartição, o equilíbrio seria rompido em pouco tempo, em virtude da diversidade de caracteres e aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente o necessário para viver, isso equivaleria ao aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e o bem-estar da humanidade; que, portanto, supondo-se que ela desse a cada um o necessário, desapareceria o estímulo que impulsiona as grandes descobertas e os empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em alguns lugares, é para que dos mesmos ela se expanda, em quantidades suficientes, segundo as necessidades. Admitindo-se isto, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Essa é ainda uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Ao dar ao homem o livre arbítrio, quis que ele chegasse, pela sua própria experiência, a discernir o bem e o mal, de maneira que a prática do bem fosse o resultado dos seus esforços, da sua própria vontade. Ele não deve ser fatalmente levado a um nem ao outro, pois então seria um instrumento passivo e irresponsável como os animais. A fortuna é um meio de prová-lo moralmente; mas como, ao mesmo tempo, é um poderoso meio de ação para o progresso, Deus não quer que permaneça improdutiva, e é por isso que incessantemente a transfere. Cada qual deve possuí-la, para exercitar-se no seu uso e provar a maneira por que o sabe fazer. Como há a impossibilidade material de que todos a possuam ao mesmo tempo, e como, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, e o melhoramento do globo sofreria com isso: cada qual a possui por sua vez. Dessa maneira, o que hoje não a tem, já a teve no passado ou a terá no futuro, numa outra existência, e o que hoje a possui poderá não tê-la mais amanhã. Há ricos e pobres porque, Deus sendo justo, cada qual deve trabalhar por sua vez. A pobreza é para uns a prova da paciência e da resignação; a riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação. Lamenta-se, com razão, o triste uso que algumas pessoas fazem da sua fortuna, as ignóbeis paixões que a cobiça desperta, e pergunta-se se Deus é justo, ao dar a riqueza a tais pessoas. É claro que, se o homem só tivesse uma existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens terrenos; mas, se em lugar de limitar sua vida ao presente, considerar-se o conjunto das existências, vê-se que tudo se equilibra com justiça. O pobre não tem, portanto, motivo para acusar a Providência, nem para invejar os ricos, e estes não o têm para se vangloriarem do que possuem. Se, por outro lado, estes abusam da fortuna, não será através de decretos, nem de leis suntuárias, que se poderá remediar o mal. As leis podem modificar momentaneamente o exterior, mas não podem modificar o coração: eis porque têm um efeito temporário e provocam sempre uma reação mais desenfreada. A fonte do mal está no egoísmo e no orgulho. Os abusos de toda espécie cessarão por si mesmos, quando os homens se dirigem pela lei da caridade.

Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVI - item 8


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Hoje, 147 anos do livro "O Céu e o Inferno"

O Céu e o Inferno, ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo (em língua francesa Le Ciel et l'Enfer) foi codificado por Allan Kardec, publicado em Paris em 01 de agosto de 1865. Uma das obras básicas do espiritismo.
Le Ciel et l'Enfer Kardec.jpg

ALEXANDRE AKSAKOF, O FILÓSOFO ESPÍRITA


Nasceu em Repievka (Rússia) em 27/05/1832 e desencarnou em S. Petersburgo (antiga Leningrado), a 04/01/1903.
Foi um dos grandes cientistas que notabilizou-se na investigação e análise dos fenômenos espíritas, no século passado. Doutor em Filosofia e conselheiro íntimo de Alexandre III, Czar de todas as Rússia.
Sua mocidade sempre tendeu à seriedade, preocupou-se com investigações sérias o que o levou a enfrentar prolongados anos de dificuldades espirituais e sociais.
Conquistando o pergaminho de doutor, enveredou pelos árduos caminhos que conduzem ao êxito no campo do conhecimento, tornando-se professor da Academia de Leipzig, na Alemanha.
Integrando-se resolutamente no campo da investigação psíquica, tornou-se diretor do jornal Psychische Studien, órgão publicado na Alemanha. Não satisfeito com o seu trabalho na direção deste órgão, lançou em Moscou, em 1891, a revista de estudos psíquicos Rebus, a primeira do gênero na Rússia.
Sustentou viva polêmica com o filósofo alemão Doutor Von Hartmann, continuador de Schopenhauer, no decurso da qual refutou, com sobeja superioridade científica e demonstrações irretorquíveis, as explicações do sábio alemão sobre os fenômenos espíritas, aos quais atribuía um fundo biológico.
Aksakof reuniu grande quantidade de fenômenos mediúnicos, defendendo em suas obras a argumentação espírita dos ataques dos adversários e contraditores.
Aksakof realizou numerosas experiências e observações no campo científico, tendo realizado trabalhos tão profundos, tão interessantes, que até hoje jamais foram esquecidos em matéria de espiritismo experimental. Para a consecução dessa finalidade valeu-se do valioso concurso da célebre médium italiana Eusapia Paladino.
Fundamentado nesses trabalhos publicou na Alemanha o seu famoso livro Animismo e Espiritismo, em dois volumes, obra insuperável em todo o mundo.