segunda-feira, 19 de maio de 2014

Saibamos confiar

  "Não andeis, pois, inquietos." - Jesus. (anotado por Mateus, 6:31)

  Jesus não recomenda a indiferença ou a irresponsabilidade.
  O Mestre, que preconizou a oração e a vigilância, não aconselharia a despreocupação do discípulo ante o acervo do serviço a fazer.
  Pede apenas combate ao pessimismo crônico.
  Claro que nos achamos a pleno trabalho, na lavoura do Senhor, dentro da ordem natural que nos rege a própria ascensão.
  Ainda nos defrontaremos, inúmeras vezes, com pântanos e desertos, espinheiros e animais daninhos.
  Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar no Divino Poder que nos dirige.
  Em todos os lugares, há derrotistas intransigentes.
  Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o Sol fulgura no zênite.
  Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas.
  Marcham atormentados por desconfianças atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colaboração produtiva em qualquer serviço nobre.
  Aflitos e angustiados, desorientam-se a propósito de mínimos obstáculos, inquietam-se com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento à cor negra para que a mente do próximo lhes partilhe a sombra interior.
  Na Terra, Jesus é o Senhor que se fez servo de todos, por amor, e tem esperado nossa contribuição na oficina dos séculos. A confiança d'Ele abrange as eras, sua experiência abarca as civilizações, seu devotamento nos envolve há milênios...
  Em razão disso, como adotar a aflição e o desespero, se estamos apenas começando a ser úteis?
  (Emmanuel, livro Vinha de Luz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pg 185-186)

Nenhum comentário: