quinta-feira, 26 de abril de 2018

Transfiguração

Fonte: http://luzesdobem.blogspot.com.br/2014/05/serie-de-estudo-dos-fenomenos.html

Pode ser parcial ou total. No primeiro caso, o rosto e às vezes as mãos e braços do médium são as partes mais sujeitas a alterações.Já na transfiguração total, todo o corpo do médium apresenta-se com outro aspecto. Ambas são raras.

Temos alguns estudos feitos, como de Kardec, no qual averigou o peso de uma médium antes e durante o transe, nos anos de 1858 e 1859, de comprovada autenticidade.Vejamos um trecho deste caso mencionado:
"Uma mocinha, de mais ou menos 15 anos gozava de singular faculdade de se transfigurar, isto é, de tomar em dados momentos, todas as aparências de certos desencarnados.Tão completa era a ilusão, que os que assistiam ao fenômeno julgavam ter diante de si a própria pessoa, cuja aparência ela tomava, tal a semelhança dos traços fisionômicos, do olhar, som da voz e até, da maneira particular de falar.

Este fenômeno se repetiu diversas vezes sem que houvesse interferência dela.Tomou em várias ocasiões a aparência de seu irmão, que morrera anos antes. Reproduzia-lhe não somente o semblante, mas também o porte e a corpulência. Um médico do lugar, testemunha, querendo certificar-se de que não havia naquilo ilusionismo, fez uma experiência, a então mencionada medição do peso da menina antes e durante o transe, além de ter averiguado diferença de estatura e compleição."(Livro dos Médiunspáginas 122 e 123)

As transfigurações parciais têm sido mais documentadas, pela sua singularidade.É o caso, por exemplo, de uma reunião realizada com a médium sra Bullock, em 1931, relatada pelo respeitável Rev.Will J.Erwood , da The National Spiritualist, Chicago. No espaço de uma hora e meia, aconteceram nada menos que cinquenta fenômenos de transfiguração. Relatou: "era como se a face da médium fosse de material plástico, sendo rapidamente moldado de uma forma para outra..rostos orientais, indianos, calmos, sérios..uma das mais notáveis foi a personificação de uma menina paralítica a quem eu tinha conhecido nos Estados Unidos."

O mais comum são casos de semitransfiguração em que a mudança não chega a ser radical, como por exemplo contrações musculares, tornando a fisionomia mais envelhecida ou mais jovial.No filme a ser lançado em julho, como mostramos no trailler aqui no blog, aparece a chamada transfiguração, lembrem-se ao assistirem.

A transfiguração ainda é uma área que demanda mais estudos e análises, assim como mais informações vindas do plano espiritual - não é conhecido ainda como este processo se dá, há os que acreditam se tratar de uma semimaterialização (Teoria da Mediunidade, Zalmino Zimmermann)

Após estas considerações sobre o tema, sabemos que por ser verdadeiro, evidentemente o encontraremos além da doutrina espírita, como ocorre com os demais fenômenos por sinal. Não é um fenômeno espírita, mas sim espiritual, assim são que os fenômenos são observados desde a Antiguidade, constando igualmente da Bíblia e outras obras de cunho espiritual.

No espiritismo o estudamos igualmente, eis aí onde observamos as semelhanças, até porque sendo algo natural e verdadeiro, não poderia estar presente apenas em  nossa doutrina, no blog procuramos evidenciar tal fato como forma de estudarmos na totalidade, assim sempre que possível trazemos vídeos, anotações, imagens ou textos que incluem outras civilizações, religiões ou estudos mundo afora.É vital vermos o todo, se não estaremos presos a uma única parte, a uma única fonte, o que é desnecessário discutirmos, já que buscamos a compreensão em níveis mais globais sempre, e se não pensaram nisso antes, sugerimos que façam, aliás a própria doutrina já nos assegura a mesma necessidade.

Prosseguindo após esta breve reflexão, temos no livro A Gênese, de Kardec:
A GÊNESE (Allan Kardec)




CAPÍTULO XIV (Aparições - Transfigurações), item 39:

39. - Podendo o Espírito operar transformações na contextura do seu envoltório perispirítico e irradiando-se esse envoltório em torno do corpo qual atmosfera fluídica, pode produzir-se na superfície mesma do corpo um fenômeno análogo ao das aparições. Pode a imagem real do corpo apagar-se mais ou menos completamente, sob a camada fluídica, e assumir outra aparência; ou, então, vistos através da camada fluídica modificada, os traços primitivos podem tomar outra expressão. Se, saindo do terra-a-terra, o Espírito encarnado se identifica com as coisas do mundo espiritual, pode a expressão de um semblante feio tornar-se bela, radiosa e até luminosa; se, ao contrário, o Espírito é presa de paixões más, um semblante belo pode tomar um aspecto horrendo.

Assim se operam as transfigurações, que refletem sempre qualidades e sentimentos predominantes no Espírito. O fenômeno resulta, portanto, de uma transformação fluídica; é uma espécie de aparição perispirítica, que se produz sobre o próprio corpo do vivo e, algumas vezes, no momento da morte, em lugar de se produzir ao longe, como nas aparições propriamente ditas. O que distingue as aparições desse gênero é o serem, geralmente, perceptíveis por todos os assistentes e com os olhos do corpo, precisamente por se basearem na matéria carnal visível, ao passo que, nas aparições puramente fluídicas, não há matéria tangível.


TRANSFIGURAÇÃO NA BÍBLIA

Conforme mencionamos, eis o famoso episódio bíblico, iniciado com uma possível contra argumentação, para nossa análise:


  Outra indagação fazem os hermeneutas: como teriam os discípulos reconhecido Moisés, que viveu 1500 anos antes e Elias que viveu 900 anos antes, se não havia nenhum retrato deles coisa terminantemente proibida (cfr.Êx. 20:4; Lev. 26:1; Deut. 4:16, 23 e 5:8)? No entanto, ninguém afirmou que os discípulos os "reconheceram". Lucas, em sua frase informativa, diz que "viram dois homens"; depois esclarece por conta própria: "que eram Moisés e Elias". Pode perfeitamente deduzir-se daí que o souberam por informação de Jesus (que os conhecia muito bem, como YHWH que era). Essa dedução tanto pode ser verídica que, logo depois, ao descerem do monte os quatro a conversa girou precisamente sobre a vinda de Elias antes do ministério de Jesus. Como poderia vir, se ainda estava "no espaço"? E o Mestre lhes explica o processo da reencarnação.
        Também em Lucas encontramos outra indicação preciosa, que talvez lance nova luz sobre o episódio.

        Diz ele que "os discípulos estavam oprimidos pelo sono, mas conservando-se plenamente despertos" (tradução de diagrêgorêsantes, particípio aoristo de diagrêgoréô, que é um verbo derivado de egrêgora, do verbo egeírô, "despertar").  Quiçá explique isso que o episódio se passou no plano espiritual (astral, ou talvez mental). Eles estavam em sono, ou seja, fisicamente em transe hipnótico (mediúnico), com o corpo adormecido; mas se mantinham plenamente despertos, isto é perfeitamente conscientes nos planos menos densos (astral ou mental); então, o que de fato eles viram, não foi o corpo físico de Jesus modificado, mas sim a forma espiritual do Mestre e, a seu lado, as formas espirituais de Moisés e Elias. Inegavelmente a frase de Lucas sugere pelo menos a possibilidade dessa interpretação. Mais tarde, na agonia, é também Lucas que chama a atenção sobre o sono desses mesmos três discípulos(Luc.22:45). (Fonte:site:guia.heu.nom.br)

SOBRE AS CAUSAS DA TRANSFIGURAÇÃO
Podemos observar três possíveis causas sintetizadas, apresentadas abaixo:

Primeira causa: corpo físico
A primeira causa foi descrita por Kardec, no item 123 de O Livro dos Médiuns [3], como sendo “simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, ao ponto de tornar quase irreconhecível a pessoa”.

Segunda causa: perispírito
A segunda causa para a transfiguração foi apresentada pelo Codificador em O Livro dos Médiuns [3], ainda no item 123, e também em A Gênese [4]: trata-se da teoria do perispírito ou a irradiação fluídica do perispírito.

Na segunda causa do fenômeno de transfiguração, a teoria do perispírito ou a irradiação fluídica do perispírito. Em O Livro dos Médiuns [3], Capítulo VII, item 123, o Codificador esclarece:
Livro de Ernesto Bozzano
“Está admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, mediante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguintemente, a opacidade.”
Da mesma maneira que nós, num laboratório, podemos manipular as substâncias e dar-lhes propriedades diferentes das que tinham antes, o Espírito pode modificar o perispírito, dando-lhe visibilidade, ou seja, tornando-se visível, de acordo com as modificações que o Espírito faça no seu perispírito. Pode também tornar-se tangível, isto é, passível de ser tocado, e pode tornar-se opaco, não deixando que possamos ver através dele.

Ainda no mesmo texto, Kardec nos diz:
“Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva (...) irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo uma espécie de vapor. (...) Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado (...)”       
Quando Kardec refere-se a “uma pessoa viva”, entendemos “um encarnado”. O perispírito do encarnado começa a se irradiar, porque ele não está confinado no corpo físico. Essa irradiação forma, por comparação, uma “nuvem de vapor”, e não conseguimos mais ver o corpo físico, que desaparece no meio daquela “nuvem”.

Continua o Codificador, ainda na mesma referência já citada:
“Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto.”
Assim, o fenômeno de transfiguração que tem por causa a irradiação fluídica do perispírito ou a teoria do perispírito se processa da seguinte forma: o perispírito de alguém encarnado se expande, se irradia, cobre o seu corpo físico de modo a deixá-lo invisível e, dependendo da vontade do Espírito e do seu grau evolutivo, o Espírito (mesmo estando encarnado) pode torná-lo brilhante, pois, quanto mais evoluído o Espírito, tanto maior o seu poder para operar modificações no perispírito.

Ainda sobre a teoria do perispírito ou irradiação fluídica do perispírito, Kardec explica, em A Gênese [4], capítulo XIV, que trata dos fluidos, item 39:
“Pode a imagem real do corpo apagar-se mais ou menos completamente sob a camada fluídica, e assumir outra aparência; ou então, vistos através da camada fluídica modificada, os traços primitivos podem tomar outra expressão.”
O corpo físico é envolvido por uma camada fluídica – e utilizamos aqui a comparação com a camada de vapor, e pode assumir outra aparência ou os traços primitivos podem assumir outra expressão, quando olhamos através daquela camada fluídica.

Terceira causa: perispírito, com atuação de outro Espírito
Em o Livro dos Médiuns [3], no Capítulo VII, que fala da Bicorporeidade e da Transfiguração, no item 122 Kardec narra um fato, ocorrido em Saint-Etienne, de 1858 a 1859 (mencionado no início do post, da menina médium) Fonte : licoesdosespiritos.blogspot.

Indicação de Obras:

A TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS, FEB:
http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2013/01/Mod-6-Rot-4-A-transfiguracao-de-Jesus.pdf

A MORTE E SEUS MISTÉRIOS, Ernesto Bozzano
http://docs2.minhateca.com.br/7746726,BR,0,0,Ernesto-Bozzano---A-Morte-E-Os-Seus-Misterios.doc

Estudo e Divulgação da Doutrina Espírita: Escala Palestras

Estudo e Divulgação da Doutrina Espírita: Escala Palestras: ESCALA PALESTRAS PÚBLICAS C.E.A.K.     MAIO 2018 QUARTA-FEIRA – 15:00h DIA DIRIGE...

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Amor autêntico

Reconheçamos com lealdade a nobreza dos princípios morais apresentados por Jesus de Nazaré à humanidade, fazendo-se portador da mensagem viva do Evangelho. Seus ensinos e orientações significam lúcida orientação de vida para que nos libertemos das ilusões mundanas e das graves quedas nos precipícios de nossas imperfeições morais.
Luz do mundo e modelo exato para a felicidade real da moralidade, sua presença e grandeza significam – além de conforto moral próprio – roteiro de alegrias e perene felicidade diante dos desafios da vida humana e complexos desafios evolutivos.
Sua bondade, por outro lado, expressa em autêntico amor aos irmãos menores que somos todos nós, indica o compromisso assumido de nos conduzir, chegando ao extremo de entregar-se ao sacrifício para nos ensinar o amor e o perdão, em gesto aparentemente mínimo que se transformou em roteiro celeste para a renúncia e a humildade que nos liberta de vícios e constrói o real caminho da felicidade moral que podemos alcançar.
Construtor do planeta, modelo e guia para a humanidade, Jesus foi capaz de dividir a história em antes e depois dele. Não é Deus, mas um irmão mais velho, criado antes e já habitante do estágio de perfeição – ainda que relativa diante de Deus –, sua experiência e maturidade constituem a única opção para uma vida melhor.
Seus ensinos, por meio das parábolas e bem-aventuranças e mesmo nas curas efetuadas – normais para o conhecimento que detêm e não milagres – ou nas orientações aos discípulos, apóstolos e seguidores, significam sabedoria proveniente da experiência e maturidade acumulada, mas sem dispensar bondade e imenso amor capaz de contagiar intensamente todos aqueles que se deixam tocar pela energia que fluem de suas palavras, de sua presença pessoal ou de sua autoridade moral inquestionável.
Neste Natal, esse ar diferente, esse clima de entusiasmo – apesar dos apelos comerciais próprios da época – são resultantes da presença marcante de Jesus em favor da Humanidade, de maneira mais intensa evocado em dezembro pela humanidade cristã do planeta.
Deixemo-nos também contagiar pelo entusiasmo, pela alegria de viver, pela gratidão a essa incomparável personalidade que nos pede humildade, renúncia, bondade e postura de perdão diante dos ferimentos físicos ou morais recebidos. Sua sabedoria sabe que quando perdoamos nos libertamos das prisões que nós mesmos criamos com nossa rebeldia ou condicionamentos vários que vamos alimentando ao longo dos relacionamentos conflituosos.
Por gratidão à sua divina presença, ao seu imenso amor, à sua incontestável e patente realidade de sua bondade e amor para conosco, deixemos que mais que as luzes externas das fachadas comerciais ou residenciais se transformem em luzes interiores, as luzes da solidariedade, da humildade, da disposição de servir, da alegria de viver, da gratidão, virtudes capazes e potentes para transformar o sofrido cenário da atualidade num ambiente de paz e harmonia, a partir dos lares que se refletem na sociedade.
Por isso, nesse Natal, nosso coração pulsa para dizer: Obrigado Senhor Jesus!
Aos leitores, nossos votos de um Natal feliz, repleto de harmonia no coração!
Orson Peter Carrara
Extraído do site: http://www.agendaespiritabrasil.com.br/2017/12/18/amor-autentico/

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Prece de Cáritas

Deus nosso Pai, que sois todo poder e bondade, daí a força àquele que passa pela provação; daí luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus daí ao viajor a estrela guia; ao aflito a consolação; ao doente o repouso. Pai, daí ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor, que a vossa bondade se estenda sobre tudo o que criastes. 


Piedade Senhor, para aqueles que não vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem.


Que a Vossa bondade permita aos Espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.


Deus, um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra.


Deixa-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmar-se-ão.

Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos como os braços abertos, oh! Poder... oh! Bondade... oh! Beleza... oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte alcançar a Vossa misericórdia.


Deus, dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós; dai-nos a Caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas, o espelho onde deve refletir a Vossa santa e misericordiosa imagem.


Cáritas




segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A fé remove montanhas

“O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética que rege as moléculas de que são formados os órgãos do nosso corpo”. “Ao invocar a fé, colocamos em movimento determinadas vibrações e alterações químicas em nosso cérebro enquanto pensamos. Essas vibrações vão percorrendo os caminhos dos neurônios, depois, de nosso corpo como um todo. Elas vibram em cada corrente química de nosso organismo e, à medida que a carga dos impulsos elétricos do pensamento é enviada, (neste caso, positiva, de vez que a fé é uma relação de intimidade com o Plano Espiritual) vai alterando a química e consequentemente nosso sistema imunológico, por isto é que a cura pode se estabelecer. Nesta hora uma energia maravilhosa desprende-se de nós e, como um imã, une-se ao Fluido Universal, que por graça de Deus está por toda parte, modificando-lhe adequadamente as qualidades dando-lhe o impulso irresistível na busca da cura.” Bem por isso é que Jesus dizia àqueles a quem curava: “A tua fé te curou”, pois os fenômenos de cura considerados prodígios, na verdade eram apenas consequências de uma lei natural. Ensinava nesse momento aos que tinham “ouvidos de ouvir”, que a potência embutida em cada um de nós, pode acionar a cura ou nos desviar das dores que nós mesmos atraímos. Quando falamos em fé, muitas vezes nos lembramos das doenças graves que nos atingem ou àqueles a quem amamos. Então perguntamos; porque o poder da fé de alguns pode ser tão abrangente a ponto de lhes ocasionar a cura?... E a resposta procurada, pesquisada, nos responde: A fé, quando ardente e sincera, pode operar maravilhas, remover montanhas, as Montanhas de Nossas Dificuldades, unicamente pela vontade do pensamento dirigido para o bem. Quando Jesus disse que “a fé remove montanhas”, falava no sentido moral e não de uma montanha de pedra, que sabemos impossível remover. As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, as resistências. O preconceito, o orgulho, os interesses materiais, a cegueira, são outras tantas montanhas que atravessam nossos caminhos, mas não nos iludamos, na grande maioria das vezes somos nós mesmos que as colocamos, e o que é pior, na falta de um culpado, culpamos a Deus!! E quando, pelo medo de pecar, não O culpamos, nos sentimos desprotegidos, achamos que Deus não é assim tão amoroso e justo! Então dizemos, embutindo nossa decepção: Porque justo comigo? Ou Deus quis assim! Como se Deus pudesse querer que coisas ruins nos acontecessem! Não! Somos nós que atraímos a devolutiva do que fazemos, desejamos e até pensamos, pois que, sempre. O resultado do que nos fazemos espera mais adiante. Nem sempre queremos nos inteirar realmente e não buscamos esclarecimento para o entendimento das coisas espirituais porque, além de trabalhoso, aumentaria a responsabilidade de nossos atos... E ISTO, NÃO QUEREMOS!... É tão mais fácil e cômodo ter alguém, ainda que seja Deus, para responsabilizar pelos nossos problemas e até pelos nossos desatinos! A fé raciocinada ilumina demais!... Não gostamos de encarar nossas falhas, muito menos de trabalhar com elas. Preferimos ficar no desconhecimento de nós mesmos, e não percebemos que a fé que sem raízes se faz fraca, sem o poder de “remover nossas montanhas”, de nos levar à compreensão da justiça de um Deus que não pune, mas que instituiu entre Suas leis, a justíssima “Lei do Retorno”, ou “Carma”, que significa “Ação e Reação”. Na verdade...
Somos nós mesmos que atraímos como devolutiva, a consequência inexorável daquilo que fazemos. Na ignorância das Leis de Causa e Efeito, usamos de nosso livre arbítrio do jeito que queremos o que vale dizer; do jeito que, certo ou errado, no momento nos seja mais prazeroso ou conveniente, sem pensar que há uma justiça no Universo que nos trará como retorno o resultado bom ou mau daquilo que fazemos! Não é Deus! Somos nós que colhemos o que quer que tenhamos plantado, porque não há conta de chegar nas Leis de Deus, ela é justa, inexorável, imutável e eterna, como tudo que Ele criou! Se aceitarmos uma fé que nos é imposta, sob a qual não temos o direito de raciocinar, passamos a professar uma fé cega, que aceita sem controle o falso e o verdadeiro, mas que cedo ou tarde se choca com a verdade e a lógica, e que, se ainda não for fanática, vacila, não satisfaz, não acalma nossas inquietudes, não alivia nossas dificuldades. Por isso muitas vezes vivemos infelizes e sofredores, sem o conforto, sem o alívio daquela fé, que raciocinada e entendida, nos confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória, ou superação dos obstáculos das nossas Montanhas Pessoais! No entanto, quando depositamos nossa confiança no Criador, nosso Espírito passa a estagiar em ondas magnéticas positivas, que por sua vez, como imã que todo pensamento é, atrai os Bons Espíritos, que então, por misericórdia de Deus, vêm em nosso auxílio, e, mesmo que não o percebamos, a ajuda estará se processando, ainda que em nosso imediatismo ignoremos que... “Pedimos da maneira que queremos... recebemos da maneira que necessitamos!” Por isto é que Jesus quando operava curas advertia: “Vá e não tornes a pecar”. Se não naquele tempo, hoje está muito claro!... Quando fazemos as coisas de maneira errada ficamos em desarmonia com as Leis de Deus embutida em nosso inconsciente. Inexoravelmente, por devolução natural, sofremos-lhe as consequências, que muitas vezes são doenças ou as grandes dificuldades! Noutras palavras, se não mudamos de atitude, se teimosamente não fazemos questão de melhorar nossos pensamentos e conduta, se pouco fazemos por nossa reforma interior, por ampliar nosso autorrespeito, nosso auto amor, o respeito e o amor ao nosso próximo, a ajuda que recebemos dura pouco, e mais a frente os problemas voltarão... Muito Maiores, e se quer teremos o direito de revolta, pois que tudo é uma questão de resultado. De outra forma, as “Montanhas” a que se referia Jesus, ao invés de serem removidas por nós mesmos quando buscamos nossa melhora espiritual, tornam-se cada vez mais nas Montanhas de Nossas Dores e Dificuldades... A doutrina de Kardec nos oferece a chance do estudo que leva ao esclarecimento, mas o interesse, a vontade e a determinação... é de cada um!!
Doracy Mércia Azevedo Mota -------------------------------------------------------------------------------- Bibliografia: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” Cap. XIX “Depois da Morte” – Leon D